Ser mulheres juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Ser garotas gays juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Ser negras juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Ser mulheres negras juntas não era suficiente. Éramos diferentes. Ser negras sapatonas juntas não era suficiente. Éramos diferentes... Levou algum tempo para percebermos que nosso lugar era a própria casa da diferença e não a segurança de alguma diferença em particular. (Audre Lorde)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Identidades e marcadores da diferença: uma tarde de conversação


Na tarde de hoje, na atual sede do IFMS/Coxim, realizamos um encontro para refletir sobre alguns temas referentes à constituição das subjetividades minoritárias. Dois filmes curtos foram utilizados como lugar de disputa de nossas ideias, todos eles estão disponíveis no youtube e seus links podem ser encontrados ao final desta postagem.

 O primeiro deles se estrutura da seguinte maneira: algumas crianças, duas bonecas e um homem branco que pergunta coisas às crianças. Ao longo das perguntas percebe-se que as crianças identificam uma das bonecas como sendo negra e a outra como sendo branca, à primeira elas associam vários predicados negativos, enquanto que a segunda boneca é associada a predicados socialmente entendidos como positivos, o filme termina com um das crianças realizando a associação de si mesma com a boneca negra. A primeira questão que surgiu no debate foi a seguinte: O que fez aquelas crianças se pensarem assim? O que fez com que elas tenham percepção negativa da negritude na qual elas também se incluíam?

O segundo filme,"Medo de quê?", nos apresenta a história de um menino que começa a manifestar seu desejo no campo da sexualidade. O menino, personagem principal do desenho, começa tentando imaginar meninas durante suas práticas de auto-erotização, porém imagens de meninos surgem a ele como mais desejáveis  Depois de ter apresentado a descoberto do desejo por pessoas de mesmo sexo, o desenho passa a apresentar os modos pelos quais a sociedade faz com que o menino tome conhecimento do lugar que ela reserva para pessoas que desejam como ele: imagens negativas exibidas pela mídia, ridicularização pública da homossexualidade, um beijo entre dois homens causa a expulsão deles de uma espécie de shopping  O que imediatamente surgiu no debate foi a percepção do modo como as práticas sociais determinaram a formação da identidade do menino.

Por fim, passamos à construção de uma micro-estória coletiva sobre uma personagem que foi por nós nomeada de Joana. Cada umx dxs participantes contribuiu na construção da personagem e pensou nos mecanismos que poderiam fazê-la formar uma percepção negativa de si mesma. Cada uma das pessoas que estavam presente, em voz alta, afirmou "Meu nome é Joana, sou negra e x", por exemplo: "Meu nome é Joana, sou negra e quando vou ao mercado comprar shampoo o meu cabelo nunca consta entre aqueles que são definidos como normais", "Meu nome é Joana, sou negra e quando ligo a televisão só vejo pessoas brancas como sinônimo de beleza", etc.

Obrigado pela ajuda na tarde de hoje, foi muito bom comer lanchinhos e trocar ideias com todxs:

Kamila Duarte, Geovane Rodrigues , Rodrigo Mendes,  Alexandra Oliveira,  Princila Duarte,Fauze Ortiz Nimer, Mafra Darley, Camila de Albuquerqu e Thaisa Fernandes. 

Preto e Branco: quem tem cor e quem não tem?

Teste sobre preconceito( 1 minuto e 8 segundos)
disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=NDhHJpik7As&feature=related

Sexualidade: do singular ao plural

Vídeo:
Medo de quê? Parte 1( 9 minutos e 20 segundos)

Disponível em :http://www.youtube.com/watch?v=S2qisJyKm0g&list=UUdue0NC8wjmp6E-6693YzYQ&index=2&feature=plcp

Medo de quê? Parte 2 (9 minutos e 16 segundos)

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=2xOAyoER-Ts&feature=relmfu